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Glossário

  • Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL)

    É uma autarquia especial que tem por finalidade regular, mediar e fiscalizar a produção, transmissão, distribuição e comercialização de energia, criada pela Lei n.º 9.427, de 26 de dezembro de 1996, e suas alterações posteriores.

  • Agente da CCEE

    Concessionário, permissionário, autorizado de serviços e instalações de energia elétrica e consumidores livres integrantes da CCEE, conforme previsto na Convenção de Comercialização de Energia Elétrica da CCEE, instituída pela Resolução ANEEL n.º 109, de 26 de outubro de 2004.

  • Agente de Comercialização

    Titular de autorização, concessão ou permissão para fins de realização de operações de compra e venda de energia elétrica na Câmara de Comercialização de Energia Elétrica – CCEE.

  • Agente de Geração

    Titular de autorização, concessão ou permissão para fins de geração de energia elétrica.

  • Agente do Mercado

    Agente que participa do mercado de energia elétrica através da compra e venda de energia elétrica ou serviços correlatos.

  • Agentes da Classe Consumo

    A categoria consumo é formada pelos agentes de comercialização, pelos consumidores livres e pelos agentes de exportação de energia.

  • Agentes da Classe Produção

    A categoria produção é composta pelos agentes de geração, agente comercializador de Itaipu, agentes compradores de quotas-partes de Itaipu e pelos agentes de importação de energia.

  • Alocação de Excedente Financeiro

    Ato de atribuir a um Agente, de acordo como especificado no Capítulo 8 das Regras de Mercado, parte do excedente financeiro resultante da diferença de preços entre os submercados.

  • Ambiente de Contratação Livre (ACL)

    Segmento no qual se realizam as operações de compra e venda de energia elétrica, objeto de contratos bilaterais livremente negociados, conforme regras e procedimentos de comercialização específicos.

  • Ambiente de Contratação Regulada (ACR)

    Segmento no qual se realizam as operações de compra e venda de energia elétrica entre Agentes Vendedores e Agentes de Distribuição, precedidas de licitação, ressalvados os casos previstos em lei, conforme Regras e Procedimentos de Comercialização específicos, de acordo com o disposto no Decreto nº 5.163, de 30 de julho de 2004.

  • Autoprodutor

    Pessoa física, jurídica ou empresas reunidas em consórcio que recebem concessão ou autorização para produzir energia elétrica destinada ao comércio de toda ou parte da energia produzida, por sua conta e risco.

  • Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE)

    Pessoa jurídica de direito privado, sem fins lucrativos, que atua sob autorização do Poder Concedente e da regulação e fiscalização da ANEEL, segundo a Convenção de Comercialização, instituída pela Resolução Normativa ANEEL nº 109, de 26 de outubro de 2004, com a finalidade de viabilizar as operações de compra e venda de energia elétrica entre os Agentes da CCEE, restritas ao Sistema Interligado Nacional (SIN), cuja criação foi autorizada nos termos do artigo 4º da Lei nº 10.848, de 15 de março de 2004, e do Decreto nº 5.177, de 12 de agosto de 2004.

  • Carga (agentes D-C)

    Dispositivo ou um consumidor de uso final que recebe potência de um sistema elétrico. Não deve ser confundido com demanda - a medida de potência que uma carga recebe ou requer.

  • Centro de Gravidade

    É um ponto virtual do sistema no qual as perdas totais da rede básica são divididas em 50% para geradores e 50% para as cargas. É neste ponto que ocorrerão as compras e vendas de energia na CCEE.

  • Cogeração

    Processo de produção combinada de calor útil e energia mecânica, geralmente convertida total ou parcialmente em energia elétrica a partir da energia química disponibilizada por um ou mais combustíveis.

  • Comercialização de Energia

    Ato de comprar ou vender energia elétrica, seja por meio de contratos bilaterais ou de operações no âmbito da CCEE.

  • Comitê Coordenador do Planejamento da Expansão dos Sistemas Elétricos (CCPE)

    Criado por meio da portaria nº 150, de 10 de maio de 1999, emitida pelo Ministério de Minas e Energia. Tem como finalidade básica estudar e analisar a expansão do parque de geração e da rede de transmissão de uma maneira global e de forma indiscriminatória, visando sempre à qualidade no serviço e a minimização nos custos de produção.

  • Comitê de Monitoramento do Setor Elétrico (CMSE)

    Órgão criado no âmbito do MME (Ministério de Minas e Energia), sob sua coordenação direta, com a função de acompanhar e avaliar a continuidade e a segurança do suprimento elétrico em todo o território nacional.

  • Conditional Value at Risk (CVaR)

    Também conhecido como “Expected Shortfall” (ES), é uma métrica de risco que tem sido amplamente usada em problemas de portfólio, por ter a capacidade de capturar a presença de cenários de alta profundidade (catastróficos) na distribuição da renda. O CVaR α% é o retorno esperado de um portfólio nos α% piores cenários. No contexto do setor elétrico brasileiro, o CVaR é um mecanismo de aversão a risco, incorporado aos modelos computacionais de formação de preço em setembro de 2013, em substituição à CAR e ao POCP, com objetivo de aproximar a formação do preço à operação real do sistema, de forma a fornecer os sinais econômicos corretos para os agentes do setor.

  • Constrained "off"

    Usina que, em função de restrições de transmissão, tem a sua geração despachada pelo Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) em valores inferiores ao determinado pelo despacho utilizado para a formação de preço.

  • Constrained "on"

    Usina que, em função de restrições de transmissão, tem a sua geração despachada pelo Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) em valores superiores ao determinado pelo despacho utilizado para a formação de preço.

  • Consumidor Cativo

    Consumidor ao qual só é permitido comprar energia do concessionário, autorizado ou permissionário de distribuição, a cuja rede está conectado.

  • Consumidor Livre

    Aquele que, atendido em qualquer tensão, tenha exercido a opção de compra de energia elétrica, conforme definida nos artigos 15 e 16 da Lei nº 9.074, de 7 de julho de 1995. Consumidor que adquire energia elétrica de qualquer fornecedor, conforme legislação e regulamentos específicos.

  • Conta de Desenvolvimento Energético (CDE)

    Fonte de subsídio criado para tornar competitivas as fontes alternativas de energia, como eólica e biomassa, e promover a universalização dos serviços de energia elétrica. Além de fontes alternativas, a CDE cobre os custos das termelétricas a carvão que já haviam entrado em operação em 1998 e da instalação de transporte para gás natural. Os recursos virão de pagamentos anuais realizados a título de uso de bem público, multas aplicadas pela ANEEL e das cotas anuais pagas por agentes que vendam energia para o consumidor final. Terá duração de 25 anos e é considerada sucessora da CCC.

  • Contabilização

    É o processo de apropriação e registro de movimentação de energia elétrica entre os Agentes da CCEE, que determina, em intervalos temporais definidos, a situação de cada agente, como credor ou devedor no referido Mercado.

  • Contrato Bilateral

    Instrumento jurídico que formaliza a compra e venda de energia elétrica entre Agentes da CCEE, tendo por objeto estabelecer preços, prazos e montantes de suprimento em intervalos temporais determinados. Contratos de compra e venda de energia negociados livremente entre dois agentes de Mercado sem a interferência da CCEE, sendo divididos em duas subcategorias de acordo com o prazo de duração do Contrato: Longo e Curto Prazo.

  • Contrato Bilateral de Curto Prazo

    Contratos Bilaterais com vigência menor que 6 meses.

  • Contrato Bilateral de Longo Prazo

    Contratos Bilaterais com vigência maior ou igual há 6 meses.

  • Contrato de Conexão

    Instrumento legal que estabelece os termos e condições para conexão dos usuários ao sistema de transmissão.

  • Contrato de Uso do Sistema de Transmissão

    Contrato firmado por todos os usuários da rede (geradores, empresas de distribuição e consumidores livres) e o Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS), que lhes assegura o direito de usar a rede em troca do pagamento de tarifas reguladas.

  • Curva de Aversão a Risco (CAR)

    Modificação no critério de planejamento da operação que determina um nível mínimo de armazenamento para os reservatórios dos submercados, o qual, se violado, gera uma penalidade, de modo a minimizar o risco de racionamento.

  • Custo do Déficit

    É o custo atribuído ao impacto devido à energia não suprida.

  • Custo Incremental

    Custo adicional requerido para produzir uma unidade adicional de um bem ou serviço.

  • Custo Marginal

    Variação do custo total decorrente da adição de uma unidade de demanda ou de energia, em um determinado momento.

  • Custo Marginal de Expansão (custo marginal de longo prazo)

    Custo por unidade de energia produzida durante atendimento a um acréscimo de carga no sistema, através da expansão da capacidade do sistema.

  • Custo Marginal de Operação (custo marginal de curto prazo)

    Custo por unidade de energia produzida, no qual se incorre para atender a um acréscimo de carga no sistema, sem expansão da capacidade do sistema.

  • Declaração (ou redeclaração) de Disponibilidade

    Ato de fornecer ao sistema os dados referentes à máxima produção possível em um dado período de apuração.

  • DECOMP

    Modelo de otimização para o horizonte de curto prazo (até 12 meses), que representa o primeiro mês em base semanal e vazões previstas, a aleatoriedade das vazões do restante do período através de uma árvore de possibilidades (cenários de vazões) e o parque gerador individualizado (usinas hidráulicas e térmicas por subsistemas). Seu objetivo é determinar o despacho de geração das Usinas Hidráulicas e Térmicas que minimiza o valor esperado do custo de operação em seu horizonte de planejamento (mensal com operação em base semanal), dado o conjunto de informações disponível (carga, vazões, disponibilidades, limites de transmissão entre subsistemas, função de custo futuro do NEWAVE, etc.).

  • Déficit

    Falta do fornecimento de energia elétrica para a demanda requisitada pela carga (consumo) devido à insuficiência de água para geração hidráulica, indisponibilidade forçada ou programada de equipamentos de geração e/ou transmissão.

  • Demanda

    Quantidade média da potência elétrica instantânea solicitada pelo mercado consumidor, durante um período de tempo especificado.

  • Despacho Centralizado

    Conjunto de instruções, ações e o controle da operação de um sistema eletro-energético integrado. O despacho centralizado realiza através do Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) a programação de geração para cada usina do sistema e outras fontes para o fornecimento efetivo de energia elétrica de forma confiável e econômica, atendendo aos requisitos de demanda do sistema. Faz para a operação de controle de linhas de transmissão de alta tensão, subestações e equipamentos, operação do sistema interligado e programação das transações de energia elétrica com outros sistemas de interconexão.

  • Disponibilidade de Energia

    Quantidade de energia elétrica, durante qualquer período de tempo, expressa em watt-hora (Wh) ou seus múltiplos, que pode ser efetivamente produzida pela usina (ou unidade), considerando as reduções devidas ao consumo próprio, às indisponibilidades programadas e forçadas das unidades geradoras e à variação do nível do armazenamento dos reservatórios, no caso de usinas hidráulicas.

  • Disputa

    É uma objeção formal levantada justificadamente por um agente da CCEE, quando este, após um período de mediação, questiona quaisquer dados considerados no cálculo de determinado faturamento.

  • Distribuidores

    Concessionários cuja atividade principal é a distribuição, acompanhada da comercialização de energia elétrica a consumidores finais.

  • Encargo de Capacidade

    Pagamento feito pelas cargas aos geradores com o objetivo de diminuir o impacto causado por pagamentos em situações de falta de capacidade. Tem como consequência o estímulo à manutenção e ao investimento em capacidade no sistema.

  • Encargos de Serviços do Sistema

    Encargos financeiros que são cobrados sobre toda a demanda de energia, contratada e não contratada, que é contabilizada na CCEE. Os encargos dos serviços do sistema recuperam os custos incorridos na manutenção da confiabilidade e na estabilidade do sistema, relacionados com as restrições de operação dentro dos submercados, os componentes e os pagamentos feitos aos geradores sob contratos de serviços ancilares formalizados com o ONS; as mudanças ocorridas na disponibilidade da geração e da demanda; a diferença entre os fatores de perda de transmissão, em cada submercado e as perdas reais do sistema; quaisquer erros de despacho do ONS; e os contratos com os geradores para fornecer reserva adicional.

  • Encargos de Uso do Sistema de Transmissão

    Contrato firmado por todos os usuários da rede (geradores, empresas de distribuição e consumidores livres) e o ONS, que lhes assegura o direito de usar toda a rede em troca do pagamento de tarifas reguladas.

  • Energia Alternativa

    Energia que pode ser produzida a partir de diversas fontes alternativas disponíveis.

  • Energia Armazenada

    Valoração energética do volume armazenado em um reservatório pela produtividade das usinas hidrelétricas para a jusante.

  • Energia Assegurada

    A Energia Assegurada de cada usina hidrelétrica será a fração a ela alocada da Energia Assegurada do sistema que constituirá o limite de contratação, determinada pela ANEEL, para os geradores hidrelétricos do sistema.

  • Energia Elétrica

    A geração ou uso da potência elétrica por um dispositivo durante qualquer período de tempo expressa em watt-hora (Wh) e seus múltiplos.

  • Energia Garantida do Sistema

    Energia que pode ser oferecida a um risco pré-fixado de não atendimento, obtida por meio de simulações da operação das usinas/reservatórios do sistema, utilizando séries sintéticas de energias afluentes e despachando as usinas térmicas, segundo a política ótima de operação, conforme metodologia aprovada pelo ONS/CCPE.

  • Energia Hidráulica

    Energia potencial e cinética das águas.

  • Energia Natural Afluente (ENA)

    Valoração energética da afluência natural a um reservatório pela produtividade da usina hidrelétrica. Pode ser integralizada por bacia hidrográfica ou sistema elétrico.

  • Energia Reativa

    Energia necessária para controlar os níveis de tensão do sistema elétrico. É utilizada para energização de motores elétricos.

  • Energia Secundária

    Diferença positiva entre a soma de toda a energia produzida por todos os geradores do MRE e a soma das suas energias asseguradas.

  • Excedente Financeiro

    Diferença entre o total de pagamentos e o total de recebimentos nos submercados. O Excedente Financeiro surge quando há diferença de preços entre os submercados, por haver uma restrição de transmissão ativa.

  • Exposição de Preço

    É a diferença de preço ao qual um determinado gerador estará sujeito na ocasião da importação/exportação, devido às restrições de transmissão.

  • Exposição Negativa de Preço

    É a exposição que surge quando a energia do gerador é comercializada em um submercado com preço inferior ao do seu próprio submercado.

  • Exposição Positiva de Preço

    É a exposição que surge quando a energia do gerador é comercializada em um submercado com preço superior ao do seu próprio submercado.

  • Fator de Capacidade

    É a razão entre a produção média e a capacidade instalada da usina em um dado período de tempo.

  • Fator de Carga

    É a razão entre a demanda média e a demanda máxima em um intervalo de tempo especificado.

  • Fator de Perdas

    Utilizado para a estimativa das perdas de um sistema de transmissão.

  • Fator de Potência

    É a razão entre a potência ativa e a potência aparente de qualquer instalação. O fator de potência mostra o grau de eficiência do uso de sistemas elétricos. Valores altos de fator de potência (próximos a 1,0) indicam uso eficiente de energia elétrica, enquanto valores baixos evidenciam ineficiência.

  • Fontes de Energia

    São fontes primárias que fornecem energia convertida em eletricidade. As fontes de energia incluem carvão, petróleo, gás, água, vento, luz solar e outros.

  • Função de Custo Futuro

    Valor do custo de operação de um sistema hidrotérmico calculado com base nas expectativas futuras dos custos de geração térmica e déficit.

  • Geração Alocada

    Quantidade de geração atribuída a um gerador.

  • Geração e Carga "embebidas"

    Elementos de geração e carga que estão conectadas diretamente na distribuição, não sendo considerados como participantes da Rede Básica.

  • Geração Flexível

    É aquela produzida por usina que não tem qualquer tipo de restrição para atender a ordem de despacho do Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) naquele instante.

  • Geração Líquida

    Geração bruta menos a energia elétrica consumida na estação geradora para o uso da própria estação.

  • Geração Média

    Energia média gerada por uma usina, num determinado intervalo de tempo.

  • Gerador

    Máquina rotativa que converte a energia mecânica em energia elétrica.

  • Horário de Ponta

    Período definido pela concessionária e composto por 3 (três) horas diárias consecutivas, exceção feita aos sábados, domingos e feriados nacionais, considerando as características do seu sistema elétrico, conforme definido na Resolução ANEEL nº 456, de 29 de Novembro de 2000.

  • Inflexibilidade

    Condição de uma usina que necessita de um valor mínimo de despacho.

  • Instrução de Despacho

    Instrução de quantidade a gerar, emitida pelo Operador Nacional do Sistema (ONS), para uma unidade geradora.

  • Jusante

    Rio abaixo, na direção da corrente.

  • KW

    Unidade de medida de potência ativa em circuitos elétricos, igual a 1.000 watts.

  • Linhas de Transmissão

    Conjunto de condutores, isoladores e acessórios destinados ao transporte ou distribuição de energia elétrica. As linhas de transmissão podem ser aéreas, quando os condutores, geralmente nus, são mantidos suspensos por torres e similares subterrâneas, quando os condutores, isolados, são colocados abaixo do nível do solo e/ou águas.

  • Liquidação Financeira

    Conjunto dos valores apurados ao final da contabilização que possibilitam a realização das transferências dos recursos que liquidarão as operações de compra e venda de energia elétrica no âmbito da CCEE.

  • Mecanismo de Realocação de Energia (MRE)

    Mecanismo de compartilhamento dos riscos hidrológicos associados à otimização eletro-energética do Sistema Interligado Nacional – SIN, no que concerne ao despacho centralizado das unidades de geração de energia elétrica.

  • Medição Comercial

    Conjunto de medidores e instalações de comunicação de dados para a medição de todos os volumes de energia transacionados no âmbito da CCEE.

  • Megawatt (MW)

    Unidade de medida de potência ativa em circuitos elétricos, igual a 1.000.000 de watts (um milhão de watts).

  • Megawatt hora

    Um milhão de watt-hora de energia elétrica. Uma unidade de energia elétrica igual a um megawatt de potência usado durante uma hora.

  • Megawatt médio

    Unidade de produção energética igual a energia produzida pela operação contínua de um megawatt de capacidade durante um período de tempo. O MW médio é calculado por meio da razão MWh/h, onde MWh representa a energia produzida e h representa a quantidade de horas do período de tempo no qual a referida quantidade de energia foi produzida. Assim, 1MW médio em 1 ano = 1MW x 8760horas = 8.760 MWh; 1MW médio no mês de janeiro representa 1MW x 744horas = 744MWh.

  • Mercado de Curto Prazo

    Segmento da CCEE onde são comercializadas as diferenças entre os montantes de energia elétrica contratados e registrados pelos Agentes e os montantes de geração ou consumo efetivamente verificados e atribuídos aos respectivos Agentes.

  • Mercado Spot

    O mesmo que Mercado de Curto Prazo.

  • Mitigação (mitigar Exposição)

    Ato ou efeito de aliviar a exposição que surge em função da diferença de preços entre submercados.

  • MLT - Média de Longo Termo

    Média de energia natural afluente calculada a partir de uma série histórica. A MLT está ligada a quantidade de chuvas que alimenta a vazão dos rios que alimentam os reservatórios das hidrelétricas. Há uma MLT para cada subsistema (Norte, Sul, Nordeste e Sudeste/Centro-Oeste).

  • MME

    Ministério de Minas e Energia.

  • Modulação

    Ato de calcular valores de Energia Assegurada e/ou Contratos Iniciais, para cada período de apuração, a partir de valores mensais.

  • Modulação Flat

    Divisão do montante mensal pelo número de horas do respectivo mês.

  • NEWAVE

    Modelo de otimização para o planejamento de médio prazo (até 5 anos), com discretização mensal e representação a sistemas equivalentes. Seu objetivo é determinar a estratégia de geração hidráulica e térmica em cada estágio, que minimiza o valor esperado do custo de operação para todo o período de planejamento. Um dos principais resultados desse modelo são as funções de custo futuro, que traduzem para os modelos de outras etapas (de mais curto prazo) o impacto da utilização da água armazenada nos reservatórios. Nesse modelo, faz se a representação da carga em patamares e a consideração dos limites de interligação entre os subsistemas.

  • Normais Climatológicas

    São médias mensais históricas de um período de 30 anos de séries de grandezas meteorológicas, calculadas pelo INEMET (Instituto Nacional de Meteorologia).

  • Ofertante de Redução de Carga

    Agente do mercado habilitado a fazer ofertas para redução da sua carga em tempo real.

  • Operação hidráulica

    É o controle de um reservatório ou sistema de reservatórios sob o ponto de vista dos volumes d’água armazenados e liberados (por turbinas e órgãos de descarga).

  • Operador Nacional do Sistema (ONS)

    O Operador Nacional do Sistema Elétrico é uma pessoa jurídica de direito privado, previsto na Lei 9.648, de 27 de maio de 1998, autorizada a executar a coordenação, o controle da operação da geração e a transmissão de energia elétrica nos sistemas interligados brasileiros. O ONS é uma associação civil, cujos integrantes são as empresas de geração, transmissão, distribuição, importadores e exportadores de energia elétrica e consumidores livres.

  • Ordem de Mérito

    Ordem baseada no critério do Mérito.

  • Otimização do Sistema

    Ato de atender à carga do sistema, ao mínimo custo, e a todas as restrições impostas pela operação.

  • Perdas de Energia

    Diferença entre a produção e o consumo, correspondente ao somatório das perdas técnicas de transmissão, subtransmissão e distribuição (urbana e rural) e das denominadas perdas comerciais (desvio de energia).

  • Perdas Hidráulicas

    Perdas resultantes da dissipação da energia inicial, sob a forma de calor, quando um líquido flui de um ponto para outro numa canalização. São causadas pela resistência ao escoamento ou viscosidade e também por mudanças bruscas na forma do escoamento em consequência de alterações nas dimensões dos condutos, curvas, válvulas, conexões de todos os tipos, grades de proteção das tomadas d água das usinas, etc.

  • Período de Apuração

    Período em que é feita a contabilização da energia.

  • Período Seco

    Período de 7 ( sete ) meses consecutivos, compreendendo os fornecimentos abrangidos pelas leituras de maio a novembro.

  • Período Úmido

    Período de 5 ( cinco ) meses consecutivos, compreendendo os fornecimentos abrangidos pelas leituras de dezembro a abril do ano seguinte.

  • Pico de demanda

    MW – Máxima demanda instantânea requerida num intervalo de tempo (dia, mês, ano, etc.).

  • Potência

    Taxa em que a energia é transferida na unidade de tempo. A potência elétrica é medida geralmente em watts. Usada também para indicar a medida de capacidade de uma instalação ou planta elétrica.

  • Potência Nominal

    Potência máxima em regime contínuo, para a qual a instalação foi projetada. Normalmente vem indicada nas especificações fornecidas pelo fabricante e na placa de identificação afixada nas máquinas.

  • Potência Reativa/Ativa

    Reativa - Energia elétrica reativa na unidade de tempo, expressa em Volt. Ampere reativo (Var) ou seus múltiplos. Ativa - Energia na unidade de tempo, expressa em watt (W) ou seus múltiplos.

  • Power Purchase Agreement (PPA)

    Contrato de compra e venda de energia por um período determinado com condições pré-estabelecidas de preços e volumes, firmadas entre produtores e comercializadores / distribuidores ou consumidor final.

  • Precificação

    Ato de estabelecer o preço da energia comercializada no Mercado de curto prazo. O preço deve ser calculado para cada período de apuração.

  • Preço ex-ante

    É o cálculo do preço feito com valores previstos de carga, afluências e disponibilidades dos geradores.

  • Preço ex-post

    É o cálculo do preço feito com valores verificados: carga e disponibilidades dos geradores.

  • Preço de Liquidação das Diferenças (PLD)

    Preço a ser divulgado pela CCEE, calculado antecipadamente, com periodicidade máxima semanal e com base no Custo Marginal de Operação, limitado por preços mínimo e máximo, vigente para cada período de apuração e para cada submercado, pelo qual é valorada a energia comercializada no Mercado de Curto Prazo.

  • Preço de Mercado

    É o preço estabelecido com base na igualdade entre oferta total dos produtores e demanda do mercado.

  • Preço Médio Mensal

    Cálculo da média mensal do PLD por submercado, considerando os preços semanais por patamar de carga - leve, médio e pesado.

  • Procedimentos de Comercialização

    Conjunto de normas aprovadas pela ANEEL que definem aspectos funcionais necessários para a operacionalização das Regras de Comercialização.

  • Procedimentos de Rede

    Documento aprovado pela ANEEL, que descreve as regras e requisitos técnicos para o planejamento, a implantação, o uso e os procedimentos operacionais do sistema de transmissão, as penalidades pelo descumprimento dos compromissos assumidos pelos diversos agentes usuários do sistema de transmissão e as responsabilidades do ONS.

  • Procedimentos Operativos de Curto Prazo (POCP)

    O modelo elaborado pelo Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS), submetido na audiência pública de 19 de novembro a 19 de dezembro do ano de 2008, visa proteger o SIN da violação de um nível de armazenamento (nível-meta) nos reservatórios das hidrelétricas previamente estabelecido pelo Comitê de Monitoramento do Setor Elétrico (CMSE) para o final do período seco, que ocorre de abril a novembro.

  • Produção de Energia

    Geração de energia elétrica a partir da transformação de outros tipos de energia provenientes de fontes primárias, renováveis ou não, medida nas saídas dos geradores de uma usina, durante um intervalo tempo especificado.

  • Programa Mensal de Operação Eletroenergética (PMO)

    Estabelece as diretrizes eletroenergéticas de curto prazo, de modo a otimizar a utilização dos recursos de geração e transmissão do Sistema Interligado Nacional – SIN, segundo procedimentos e critérios consubstanciados nos Procedimentos de Rede, homologados pela ANEEL.

  • Programação "ex-post"

    Programação de Geração feita com dados verificados, considerando todas as restrições dentro dos submercados.

  • Programação "ex-post" sem Restrição

    Programação de Geração feita com dados verificados, sem consideração de restrições dentro dos submercados.

  • Queda Bruta

    Diferença entre os níveis de água do reservatório e do curso do rio jusante ou do canal de fuga de uma hidrelétrica.

  • Queda Líquida

    Queda bruta menos as perdas hidráulicas, exceto a turbina.

  • Racionamento de energia

    Redução compulsória no consumo de energia elétrica dos consumidores finais, decretada pelo Poder Concedente.

  • Realocação de Energia

    Ato de transferir energia entre geradores, a preço de custo, com o objetivo de compartilhar o risco hidrológico entre os mesmos.

  • Recomposição do Sistema

    Conjunto de ações que objetivam restabelecer a topologia do sistema ou a entrega da energia elétrica, interrompida por desligamentos imprevistos de equipamentos ou linhas de transmissão.

  • Rede Básica

    Conjunto de linhas de transmissão, sob o controle do ONS, de um ou mais proprietários, em tensão igual ou superior a 230 kV e as de 138 kV que excepcionalmente foram definidas pela ANEEL.

  • Rede de Distribuição

    Conjunto de instalações de distribuição, de um ou mais proprietários, com tensão inferior a 230 kV ou instalações em tensão igual ou superior, quando especificamente definidas pela ANEEL.

  • Rede de Transmissão

    Conjunto de instalações de transmissão, de um ou mais proprietários, com tensão igual ou superior a 230 kV ou instalações em tensão inferior, quando especificamente definidas pela ANEEL.

  • Rede Elétrica

    Conjunto integrado pelos sistemas de transmissão e de distribuição. Regiões Geoelétricas: Uma determinada região geográfica onde o sistema elétrico pode ser considerado como um único submercado, ou seja, para o cálculo do preço, não é necessária a consideração de perdas de transmissão.

  • Regras Algébricas

    Conjunto de regras que exprimem algebricamente a operação do sistema, contendo os seguintes tópicos: agregação de dados, precificação, encargo de capacidade, cálculo do encargo do serviço do sistema, cálculo de penalidades, mecanismo de realocação de energia, alocação do excedente financeiro, contabilização, modulação e conexões internacionais.

  • Reserva de Potência Operativa

    Potência mantida disponível nas usinas que pertencem ao Controle Automático de Geração (CAG) dos sistemas S/SE/CO na etapa da programação energética diária, com a finalidade de atender em tempo real, acréscimos de carga no Sistema, saídas não programadas de unidades geradoras assim como contingências elétricas do Sistema.

  • Restrição Interna de Transmissão

    Limitações físicas e operacionais dentro de um determinado submercado na transferência de energia elétrica através do sistema de transmissão.

  • Restrições entre Submercados

    Refere-se às restrições de transmissão (congestionamentos) entre dois submercados.

  • Risco de Mercado

    Incerteza no fluxo financeiro de uma empresa decorrente de variações imprevistas de preço de insumos ou produto final. Na CCEE, variações de volume de compra ou venda podem gerar risco em função da exposição ao Mercado de Curto Prazo.

  • Risco Hidrológico

    Incerteza quanto às condições de produção de uma usina hidrelétrica ou de um sistema, devido a variações de afluência.

  • Saída Programada

    Parada programada de uma unidade geradora, de uma linha de transmissão ou de outra instalação elétrica para a inspeção ou a manutenção, de acordo com uma programação especificada.

  • Sazonalização

    Cálculo de volumes de energia, contratados ou assegurados, em montantes mensais.

  • Segurança do Sistema

    É a capacidade de um sistema de energia elétrica, estando em seu estado normal de operação, sofrer uma perturbação sem passar para o estado de emergência (quando os limites operacionais dos equipamentos do sistema estiverem sendo violados) ou haver interrupção no fornecimento de energia.

  • Serviço de Controle de Tensão

    Ações para manutenção dos níveis de tensão dentro de parâmetros que atendam aos requisitos de qualidade e confiabilidade operativa do sistema, além dos requisitos legais.

  • Sistema de Contabilização e Liquidação - SINERCOM

    Abrange as funcionalidades de precificação, ofertas, dados de medição, cadastros, contabilização, gestão, penalidades e pré-fatura. Sistema Hidrotérmico: é um sistema de geração composto por usinas hidrelétricas e termelétricas.

  • Sistema de Medição

    Conjunto de equipamentos necessários para a medição das grandezas elétricas. É o conjunto de medidores, transformadores de potencial e de corrente e equipamentos associados necessários para medir fluxo de potência ativa e reativa, tensão, etc., conforme a Especificação Técnica do Sistema de Medição de Faturamento de Energia aprovada pela Deliberação COMAE 049/2001.

  • Sistema Interligado Nacional (SIN)

    Sistema elétrico resultante da interligação dos sistemas elétricos das Regiões Sul/Sudeste/Centro-Oeste ou Norte/Nordeste, formado pelo conjunto de subestações e linhas de transmissão (230 Kv ou mais), utilizado para o transporte de grandes blocos de energia elétrica e para a otimização do sistema interligado.

  • Sobregeração

    Situação em que um gerador excede os níveis instruídos em valores acima da banda de erro.

  • Subgeração

    Situação em que um gerador produz menos que seu nível instruído, em valores abaixo da banda de erro.

  • Submercado de Energia

    Subdivisões do sistema interligado, correspondentes às áreas de mercado, para as quais a CCEE estabelecerá preços diferenciados e cujas fronteiras são definidas em função da presença e duração de restrições relevantes de transmissão.

  • Tendências Macroclimáticas (previsão climática)

    São estimativas do comportamento médio de variáveis atmosféricas para longo prazo (meses, trimestres e semestres) para uma determinada região, realizadas através de modelos numéricos e estatísticos.

  • Tomada e Redução de Carga

    Ato de elevar ou reduzir a geração de uma unidade geradora de energia elétrica, visando atingir um valor pré-determinado de geração, dentro de um período de tempo estabelecido pelo operador do sistema.

  • Usina Hidrelétrica

    Instalação na qual a energia potencial da gravidade é transformada, primeiramente em energia mecânica e depois em energia elétrica. Pode ou não ter reservatório de acumulação, dependendo da quantidade de água disponível ao longo do ano.

  • Usina Termelétrica

    Instalação na qual a energia calorífica de materiais fósseis, como o carvão, o óleo combustível e o gás natural são transformados em energia elétrica. Também integram esta classificação as instalações que utilizam combustíveis fósseis, como o urânio para geração de energia elétrica.

  • Valor de Referência (VR)

    É o valor da energia produzida por usinas termelétricas a gás natural e por fontes alternativas (biomassa, eólica e PCH), que têm custos maiores que o estabelecido no VN único. Como o limite de repasse do custo para o consumidor continua sendo o VN, a diferença entre os dois deverá ser coberta com recursos da CDE, no caso da geração por fontes alternativas, e pela Cide, no caso da energia produzida pelas termelétricas a gás natural.

  • Valor Normativo (VN)

    É valor máximo de repasse do custo da energia aos consumidores cativos. Por ser um valor fixo, serve de indicação do preço da energia em longo prazo. Em maio de 2002 o governo definiu um VN único para todas as fontes de energia.

  • Vazão

    É o volume de água escoado na unidade de tempo em uma determinada seção do curso d’água.

  • Venda de Energia Elétrica

    Quantidade de quilowatts-horas vendida em um período de tempo determinado, agrupado geralmente por classes de serviço, como a residencial, comercial e industrial. Outras vendas incluem a iluminação pública de rua e as vendas às entidades públicas.

  • Vendedor e Comprador Líquido

    Agente que após um determinado período de tempo tem uma posição a liquidar com o mercado, como comprador ou como vendedor.